Articulação por articulação. Uma nova abordagem?

por Equipe abr

Em uma discussão entre os renomados autores Gray Cook e Michael Boyle, o primeiro estava compartilhando com o segundo como era sua visão sobre a necessidade das articulações do corpo, e como suas funções estão relacionadas com o treinamento.

Para Gray Cook (2010), o corpo é apenas um monte de articulações, onde cada uma delas tem uma função específica, podendo assim , estar sujeitas a disfunções. Como consequência, cada articulação terá necessidades específicas de treinamento. O quadro abaixo mostra esta visão de forma mais clara:

A primeira coisa a se notar é que as articulações se alternam entre mobilidade e estabilidade. Os tornozelos precisam de mobilidade, e os joelhos, estabilidade. E assim vão se alternando. Nos últimos 20 anos, nos Estados Unidos, a abordagem antiga de treinamento de musculaturas isoladas, como treino de “peito , tríceps e ombro” vem sendo substituída por uma mais inteligente e integrada, onde se treina padrões de movimentos como puxar/empurrar e flexão/extensão de quadril (Boyle, 2010).

De qualquer forma, esta abordagem por si só não é completa. É necessário levar em consideração as funções de cada articulação e suas possíveis disfunções. Muitas lesões estão diretamente associadas a estas funções articulares, ou melhor, às suas disfunções. Problemas desenvolvidos em uma articulação normalmente aparecerão em forma de dor na articulação acima ou abaixo. O processo é simples. Ao perder mobilidade de tornozelo, terá mais chances de ter problema no joelho. Ao perder mobilidade de quadril, terá mais chances de problema na coluna lombar (Boyle, 2010).

Sabendo que o mundo moderno em que vivemos pode ser bastante prejudicial para nossas articulações (muito tempo sentados, calçados inadequados, etc), nós da abr desenvolvemos nossa metodologia de uma forma que cada articulação citada anteriormente tenha todas suas necessidades serão estimuladas a cada dia de treino, garantindo assim, uma treino bastante seguro e eficiente.

REFERÊNCIAS:
COOK, Gray. 12 de dezembro 2010. http://www.functionalmovement.com/articles/Screening/2010-12-17_expanding_the_joint-by-joint_approach
BOYLE, M. J. Advances in functional training: training techniques for coaches, personal trainers and athletes. Califórnia: One Target Publications. 2010.

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Aperfeiçoamento

Processed with MoldivEm setembro, nosso treinador Eduardo viajou aos Estados Unidos fazer dois aperfeiçoamentos. Começou a imersão por Boston em um dos maiores e mais equipados centros de treinamento para atletas de alto nível do mundo. O curso foi ministrado pelo criador do centro Michael Boyle – treinador com mais de 20 anos de experiência em treinamento de atletas olímpicos, times de hockey e futebol americano – e Brandon Rearick, e contou com aulas teóricas, práticas e observações de treinamentos. Lá, o Eduardo conheceu preparadores de diversas partes do mundo como o preparador físico de um time de futebol profissional da Suíça, o campeão europeu de kettlebell e a técnica do time de remo dos Estados Unidos.

Depois desse ciclo de aprendizado, nosso treinador participou de um curso na SFG – Strong First com Phil Scarito e Pavel Tsatsouline. Pavel é difusor do uso do kettlebel como ferramenta de treinamento nos Estados Unidos e na Europa, além de ser preparador físico das forças militares russas.

Nosso treinador se atualizou e trocou experiências com outros profissionais do mundo todo. E pode constatar que o trabalho que a abr realiza segue os padrões mundiais e que estamos atualizados com o que está na vanguarda do treinamento funcional.

A importância da ativação dos glúteos no treinamento do core

Por Equipe abr

Em texto anterior a equipe abr citou alguns benefícios de treinar o core, como a melhora do controle postural, ajuda na remoção do lactato e de transferência de força da região central para as extremidades do corpo. Segundo Boyle (2010), para um melhor entendimento do treinamento do core, é preciso observar os mecanismos compensatórios que o corpo promove.
imageRealizar o padrão de movimento de extensão lombar em substituição à extensão de quadril é uma das principais razões para a falta de estabilidade na região do core, podendo causar lombalgias indesejadas. Este padrão se altera com o encurtamento da musculatura do iliopsoas, o que inibe a ação do motor principal deste movimento, o glúteo máximo. O encurtamento da musculatura posterior da coxa e consequente incapacidade de realizar de maneira adequada a extensão do quadril, também pode ser considerado um fator que inibe a atuação do glúteo (BOYLE, 2010).
A solução para este padrão de movimento alterado é a reeducação do sistema neuromuscular, fazendo com que o glúteo seja utilizado da maneira eficiente. A sugestão de Boyle (2010) é que esta ativação de glúteo máximo seja no início do treinamento. Esse autor também associa as dores na parte anterior do joelho à falta de força do glúteo médio (musculatura estabilizadora do joelho).
Baseado na experiência e estudos de Michael Boyle, a abr utiliza exercícios para a reeducação neuromuscular dos músculos glúteo máximo e médio, garantindo o sucesso do treinamento do core e de outras capacidades físicas. Desta forma, ainda, são reduzidos os riscos de lesões por mecanismos compensatórios.
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REFERÊNCIA
BOYLE, M. J. Advances in functional training: training techniques for coaches, personal trainers and athletes. Califórnia: One Target Publications. 2010.