As gêmeas Michelle e Monique duelam na final da superliga de vôlei

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Na última segunda feira (28.03.2016) aconteceram as duas semi-finais da superliga feminina de vôlei. No primeiro jogo da noite, o Rexona bateu o Osasco por 3 sets a 0, e no segundo jogo, o Praia Clube derrotou o Minas Tenis Clube também por 3 sets a 0, se credenciando para fazer a final inédita no próximo domigo (03.04.2016) em Brasília.

A história desta final começou a ser escrita há cerca de seis meses atrás quando a equipe ABR iniciou uma parceria de sucesso com a ponteira passadora do Praia Clube, Michelle Pavão. Naquela oportunidade foi realizada a avaliação do FMS (functional movement screen) com o intuito de identificar possíveis disfunções mecânicas que pudessem ser aprimoradas.

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A avaliação do FMS consiste na realização de sete padrões de movimento (agachamento profundo, passo sobre a barreira, mobilidade de ombro, agachamento em linha, estabilidade de tronco, estabilidade rotacional, elevação de perna estendida) que tem como objetivo colocar as articulações do avaliado em situações desafiadoras onde qualquer assimetria, fraqueza ou dor se fará flagrante aos olhos do avaliador.

A atleta Michelle Pavão demonstrou excelente desempenho no teste, porém apresentou pequena assimetria no passo por cima da barreira e também na mobilidade de ombro. A equipe ABR ,com este resultado em mãos, pôde sugerir algumas técnicas de liberação miofascial com o rolo e bolinhas da ABR em alguns pontos chave ,para que estas assimetrias fossem minimizadas e o rendimento da atleta aumentasse.

Sabe-se que para competir no esporte de alto rendimento o atleta deve se cercar de uma equipe multidisciplinar competente, e a equipe ABR fica muito satisfeita por ter dado sua parcela de contribuição para que a atleta apresentasse um desempenho fenomenal durante todo o torneio, sendo eleita a melhor jogadora do último jogo da semi-final.

E esta parceria deu tão certo que se estendeu a algumas atletas do Rexona, como a irmã gêmea da Michelle, a Monique Pavão e a líbero Fabi Alvim, que passaram a fazer uso dos produtos de liberação miofascial da ABR em sua rotina de treino.

No próximo domingo, dia 03/04 às 9:30 da manhã , todos poderão assistir o duelo entre as duas irmãs gêmeas Michelle e Monique pelo título de uma das mais fortes ligas de voleibol do mundo. Que vença a melhor.

 

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Reportagem: Ivan Mundim

Atleta2Hoje vamos falar sobre o Ivan Mundim, um aluno muito especial para a Equipe ABR por ser um exemplo de superação, disposição e motivação, além de nos provar que o treinamento funcional que desenvolvemos é realmente diferenciado.

O Ivan é um apaixonado por esportes aquáticos. Surfista desde os 13 anos, sempre praticou esqui aquático e kite surf. Há alguns anos, incorporou o SUP – Stand Up Paddle – com remadas de longa distância e o SUP surf à sua rotina que ainda conta com corridas e pedaladas quando sobra um tempinho.

Em abril do ano passado, o Ivan sofreu a lesão mais séria que já teve durante um SUP surf na praia da Macumba: caiu de uma onda grande e, por instinto, não largou o remo na queda. O remo fez uma alavanca deslocando o braço do ombro e causando lesão de todos os ligamentos e tendões, além de paralisia plexo braquial.  O Ivan não conseguia mais erguer o braço direito e chegou a pensar que perderia seus movimentos para sempre.

AtletaA recuperação começou com uma cirurgia quase um mês depois do acidente e restabeleceu alguns movimentos. Cinco meses após o procedimento, o Ivan começou a fisioterapia e retomou o treinamento funcional na ABR. Segundo o médico que o operou, um recorde! Mês passado, o Ivan participou de uma prova de Race Amador e ainda ficou com o 16º lugar no Rei e Rainha do Mar, em Copacabana/RJ! O primeiro a chegar na faixa acima de 50 anos.

Avesso à monotonia das academias, o Ivan adorou o treinamento funcional logo que conheceu pela variedade de exercícios e o modo circuito que mescla atividades cardiorrespiratórias e exercícios de força, reproduzindo o que acontece na prática. Outra grande vantagem apontada foi a adaptação dos exercícios às necessidades que ele tinha, uma personalização do treinamento que é um cuidado especial que a ABR tem com seus alunos.

Além disso, o Ivan se empolgou com o rápido resultado dos treinamentos iniciados há mais de um ano. Poucas semanas após começar já sentiu o corpo mais estruturado e seguro para praticar seus esportes radicais. Hoje, com 56 anos, ele se sente mais forte e confiante do que há dez anos, deu adeus aos problemas na coluna, torcicolos, estiramentos e outras lesões sempre respeitando os limites do seu corpo e levando uma vida saudável.

Sistemas de treino e rendimento esportivo

Por Equipe abr.

Desde o início dos jogos olímpicos os sistemas de treinamento têm passado por alterações significativas quanto aos objetivos, tipos de equipamentos, além de volume e intensidade das sessões de treino [1]. Um exemplo disso é a quantidade de treino realizada (30 minutos por dia) por Roger Banister quando bateu a marca dos 4 minutos na milha, em 1954. Entre os anos de 1975 e 1980, para correr a mesma distância, o volume de treinamento aumentou entre 10% a 22% [2]. Durante a Copa do Mundo FIFA no Brasil, o Futebol mundial mostrou que, além da dimensão tática ser fator determinante para o sucesso de uma equipe durante uma partida, a dimensão física continua exercendo papel essencial para a vitória dentro das quatro linhas. Foi possível observar que algumas seleções apresentaram rendimento físico superior às demais, com menor desgaste e consequente diminuição do ritmo de jogo. Essas seleções foram fotografadas realizando exercícios e utilizando materiais muito comuns para os praticantes da preparação física funcional proporcionada pela abr aos seus alunos.

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Fonte: Site do programa Esporte Espetacular.

Em entrevista ao repórter Fabrício Marques do programa Esporte Espetacular [3], o mestre em Ciências do Desporto e ex-preparador físico do Bayern de Munique, Marcelo Lins, ressalta a necessidade de desenvolvimento de um bom padrão de movimento: “A qualidade do movimento é a base do programa. Preparadores fazem excelentes trabalhos no desenvolvimento das capacidades físicas, mas de que adianta ter super atletas lesionados? Todo o trabalho pode ser perdido em função de uma lesão. No caso, estou me referindo a lesão sem contato. No trabalho com o movimento correto você pode diminuir a probabilidade de lesão. É como construir uma casa na praia. Não pode fazer na areia. Tem que cavar e fazer uma fundação. O jogador com uma base sólida, um movimento adequado, tem a fundação para um bom trabalho de condicionamento físico”. A escolha do melhor sistema de treinamento pode ser determinante para o sucesso em determinada modalidade esportiva, ou mesmo para os objetivos traçados por uma pessoa comum em relação ao rendimento físico. A preparação física funcional tem conquistado fatia importante do mercado da preparação física justamente por reunir três características: i) desenvolve determinadas capacidades físicas, ii) resgata padrões de movimento fundamentais e, iii) restaura grupos musculares.

REFERÊNCIAS

SAMULSKI, D., L.O.P. Costa, and R.Á.d.P. Simola, Overtraining e recuperação, in Psicologia do esporte: conceitos e novas perspectivas, D. Samulski, Editor. 2009, Manole: Baueri. p. 405-428. BOMPA, T., Theory and methodology for training: the key to athlete performance. 1983, Dubuque: Kendall/Hunt. MARQUES, F., Ex-preparador do Bayern, brasileiro destaca importância do físico: ‘Fundamental’, in Globo esporte online. 2014, Rede Globo: Brasília. p. 1.

E o lactato com isso?

Por Equipe abr

Anteriormente, a equipe abr ressaltou a importância dos exercícios de estabilidade do core na remoção do ácido lático. Mas o que vem a ser o ácido lático? Porque a remoção deste ácido é importante na regeneração e utilização muscular? O renomado autor, Gayton (1988), coloca o ácido lático como o produto de uma equação mal sucedida do organismo, no momento em que realiza uma atividade que requeira contração muscular. Há que se concordar que estes momentos, de contração muscular, estão presentes em quase todos, ou mesmo todos, os instantes de nossas vidas. Portanto, o organismo falha ao tentar formar ATP, a partir da glicose e, em ausência de oxigênio, é produzido o ácido lático. Composto este que é responsável pelas dores musculares e limitações de movimento. É possível, ainda, atribuir a esse ácido a responsabilidade por determinadas lesões. Portanto, desenvolver o sistema muscular, com a utilização de exercícios de estabilidade do core, de forma a torna-lo capaz de gerar movimento e contrações musculares sem a produção exagerada de ácido lático é extremamente importante para a continuidade dos treinamentos e, consequentemente, para a obtenção de resultados mais sólidos e duradouros (NAVALTA; HRNCIR-JR, 2007).

REFERÊNCIAS:
GUYTON, A. C. Fisiologia no Esporte. In: A. C. Guyton (Ed.). Fisiologia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, v.6, 1988, p.527-545. NAVALTA, J. W.; HRNCIR-JR, S. P. Core stabilization exercises enhance lactate clearance following high-intensisity exercise. Journal of Strength and Conditioning Research, v.21, n.4, April, p.1305-1309. 2007.

Mais um bom motivo para fazer exercícios de estabilização do core

Por Equipe abr
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Os preparadores físicos da abr têm insistido em prescrever aos alunos exercícios que proporcionam maior estabilização do core, e são eficazes para diminuir a possibilidade de lesões, aumentar a transferência de força da região central para a periferia do corpo e, ainda, proporcionar maior controle postural (KIESEL; PLISKY; VOIGHT, 2007). Entretanto, há mais benefícios em realizar este tipo de exercício. Segundo Navalta e Hrncir-Jr (2007), a realização de exercícios de estabilização do core, após atividade intensa, aumenta a remoção de lactato sanguíneo, em níveis consideráveis.

Mais um motivo

A redução na concentração de lactato pode ser devida à remoção por meio de um aumento do fluxo de sangue ou à maior absorção na musculatura do core. Incorporação de exercícios de estabilidade do core, em um período após atividade intensa, pode resultar em benefícios para a remoção do lactato, bem como maior controle postural.

REFERÊNCIAS:
KIESEL, K.; PLISKY, P.; VOIGHT, M. L. Can serious injury in professional football be predicted by a preseason functional movement screen? North American Journal of Sports Physical Therapy v.2, n.3, Aug, p.147-158. 2007.
NAVALTA, J. W.; HRNCIR-JR, S. P. Core stabilization exercises enhance lactate clearance following high-intensisity exercise. Journal of Strength and Conditioning Research, v.21, n.4, April, p.1305-1309. 2007.