Inauguração da Tenda na Lagoa

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No último sábado, dia 6 de setembro, foi inaugurada a Tenda na Lagoa da abr. A Carolina, nutricionista e colaboradora da equipe, preparou um café da manhã especial para receber alunos, amigos e interessados em conhecer esse treinamento. A estrutura foi montada com todos os equipamentos utilizados no treino funcional: cordas, bolas, rodas, trenó, slide board, caixotes, kettlebells entre outros.

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Os treinadores Eder, Eduardo e Fábio apresentaram a preparação física funcional que a abr desenvolve há mais de um ano no local, apresentaram os benefícios do treinamento realizado ao ar livre, com um aparelhamento especial (bem diferente do que é encontrado nas academias) e com um princípio também diferenciado de consciência corporal, de busca de equilíbrio e de organização da estrutura do corpo de um forma eficiente.

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A Tenda na Lagoa está montada à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas em frente ao Clube Monte Líbano. As aulas ocorrem diariamente e tem uma hora e 15 minutos de duração. Atualmente dispomos de 2 horários em cada turno: pela manhã, das 7hs às 8:15hs e das 8:15 às 9:30hs. À tarde, das 17hs às 18:15hs e das 18:15hs às 19:30hs. E à noite das 19:30hs às 20:45hs e das 20:45hs às 22hs.
Se você está procurando um treinamento inteligente, outdoor e sem aparelhos, aqui é o seu lugar. Vem para a abr!

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A importância da ativação dos glúteos no treinamento do core

Por Equipe abr

Em texto anterior a equipe abr citou alguns benefícios de treinar o core, como a melhora do controle postural, ajuda na remoção do lactato e de transferência de força da região central para as extremidades do corpo. Segundo Boyle (2010), para um melhor entendimento do treinamento do core, é preciso observar os mecanismos compensatórios que o corpo promove.
imageRealizar o padrão de movimento de extensão lombar em substituição à extensão de quadril é uma das principais razões para a falta de estabilidade na região do core, podendo causar lombalgias indesejadas. Este padrão se altera com o encurtamento da musculatura do iliopsoas, o que inibe a ação do motor principal deste movimento, o glúteo máximo. O encurtamento da musculatura posterior da coxa e consequente incapacidade de realizar de maneira adequada a extensão do quadril, também pode ser considerado um fator que inibe a atuação do glúteo (BOYLE, 2010).
A solução para este padrão de movimento alterado é a reeducação do sistema neuromuscular, fazendo com que o glúteo seja utilizado da maneira eficiente. A sugestão de Boyle (2010) é que esta ativação de glúteo máximo seja no início do treinamento. Esse autor também associa as dores na parte anterior do joelho à falta de força do glúteo médio (musculatura estabilizadora do joelho).
Baseado na experiência e estudos de Michael Boyle, a abr utiliza exercícios para a reeducação neuromuscular dos músculos glúteo máximo e médio, garantindo o sucesso do treinamento do core e de outras capacidades físicas. Desta forma, ainda, são reduzidos os riscos de lesões por mecanismos compensatórios.
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REFERÊNCIA
BOYLE, M. J. Advances in functional training: training techniques for coaches, personal trainers and athletes. Califórnia: One Target Publications. 2010.

A história do kettlebell

Por Equipe abr

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As raízes do kettlebell

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Kettlebells têm sido utilizados como ferramentas dinâmicas para desenvolver força e resistência há séculos. Sua origem ainda é questão de especulação, mas registros arqueológicos mostram evidências do seu uso da Grécia Antiga (Sanchez, 2009, p.4). No Museu Arqueológico de Olímpia, em Atenas, na Grécia, está armazenado um kettlebell de 143 kg. Nele, há uma inscrição que diz “Bibon me levantou acima da cabeça por uma cabeça” (Istorija, IUKL).

Os kettlebells chegaram na Rússia no início do século 18, quando, em 1704 a palavra “Girya” (ги́ря) foi publicada pela primeira vez no dicionário russo, significando kettlebell. Naquela época, ele era usado como peso para medir volume de grãos e outras mercadorias. No entanto, como a cultura russa vê na força uma honrosa qualidade, durante feiras e festivais vendedores começaram a levantar e balançar estes pesos para demonstrar sua força, logo reconhecendo os benefícios que esta atividade trazia para a saúde.

Entre 1870 e 1880, o russo Dr. Vladislav Kraevsky, considerado o fundador de “heavy athletics”, viajou por toda a Europa reunindo informação sobre exercícios e esportes, com a intenção de encontrar novas maneiras de melhorar a saúde, o bem estar e a educação física.

Ao retornar à Rússia, o médico introduziu exercícios com kettlebells e halteres à comunidade atlética russa. Em 10 de agosto de 1885, sob a liderança do Dr. Kraevsky, uma academia de treinamento com pesos foi aberta.  Este dia é considerado o nascimento do levantamento de peso na Rússia. O objetivo da academia de treinamento com pesos era o desenvolvimento muscular. As sessões de treinamento aconteciam três vezes por semana. Os atletas executavam “press” com uma e com duas mãos, snatch e o “clean and jerk” enquanto o doutor controlava as doses e pesos (Baszanowski & Casadei, 2005). Ele dava muita atenção à sequência de carga, desenvolvimento de habilidade, técnicas corretas de respiração e métodos para evitar a exaustão. (IUKL).

 No início do século 20, fisiculturistas, homens fortes e performistas de circo em todo o mundo, como Arthur Saxon, Edgar Mueller e Eugene Sandow treinavam com kettlebells no tradicional estilo de atletas e homens fortes russos (IUFL), introduzindo o kettlebell à uma audiência mais ampla fora da Rússia. No entanto, a Primeira Guerra Mundial e uma guerra civil na Rússia acabaram por isolar as tradições e os esportes russos, ficando os kettlebells restringidos às fronteiras da Rússia (IUKL). Ainda assim, eles continuaram a ficar cada vez mais populares na antiga União Soviética. Treinar com kettlebells se tornou uma prática comum para habitantes de áreas rurais, militares e atletas olímpicos. Para somar ao seu programa de treinamento, os levantadores de peso olímpico soviéticos utilizavam kettlebells unilateralmente para fortalecer seus lados mais fracos. Até hoje os países do antigo bloco do leste contam com kettlebells para complementar os treinamentos de muitos de seus atletas e das forças armadas (Sanchez, 2009).

Na Rússia, kettlebells são motivo de orgulho nacional e um símbolo de força. Ao contrário da maioria das forças armadas, que testam seus soldados com apoios, as forças armadas russas testam seus soldados utilizando alto volume de “snatches” com kettlebell de 24kgs (Tsatouline, 2006). Em 1981 o governo russo reconheceu os vários benefícios que o kettlebell pode proporcionar aos trabalhadores, e uma comissão oficial tornou obrigatório o treinamento com kettlebell para as massas de trabalhadores, confiando no kettlebell para aumentar a produtividade e diminuir os custos com saúde no país (Sanchez, 2009, p.7).

De ser usado como peso em mercados de alimentos na Rússia, até uma ferramenta para desenvolvimento atlético e de saúde, o kettlebell acabou se tornando um esporte em si. Em 1974 foi oficialmente declarado como um esporte étnico da Rússia (Sanchez, 2009, p.6) e em 1985 aconteceu o Primeiro Campeonato Nacional da URSS, em Lipetsk, na Rússia.

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Fonte: Kettlebell Science. Disponível em <http://www.kettlebellscience.com/kettlebell-history.html&gt;.